Infraestrutura e economia
A inteligência artificial tem corpo físico. Chips, data centers, energia, água e dinheiro, e quem paga a conta.
O que cobrimos
- Chips e semicondutores: quem fabrica, quem compra e por que a cadeia é tão concentrada.
- Data centers, consumo de energia e de água, e o impacto nas redes elétricas.
- Custos de treinar e de usar modelos, e como eles mudam com o tempo.
- Investimentos, mercado de trabalho e a posição do Brasil nessa economia.
Perguntas que acompanhamos
- A demanda por energia da IA é compatível com as metas climáticas?
- O custo de usar IA vai continuar caindo, e quem se beneficia disso?
- O Brasil, com sua matriz elétrica majoritariamente renovável, pode se tornar um polo de data centers?
- Quais empregos mudam primeiro, e com que evidência?
Conceitos para começar
GPU: processador gráfico, originalmente feito para jogos, que virou a principal ferramenta para treinar e rodar modelos de IA por fazer muitos cálculos em paralelo.
Treino e inferência: treinar é construir o modelo, um processo caro e feito poucas vezes. Inferência é usá-lo para responder, o que acontece bilhões de vezes e soma um custo enorme.
Token: o pedaço de texto que o modelo processa, em geral parte de uma palavra. Os preços de uso costumam ser cobrados por milhão de tokens.
Computação (compute): a quantidade total de processamento usada para treinar um modelo. É um dos principais indicadores do tamanho de um projeto de IA.
Como lemos este tema
Números de investimento e consumo são fatos quando vêm de relatórios e balanços, e sempre citamos a fonte. Projeções de demanda de energia para 2030 são tendência ou especulação, conforme a base de dados que as sustenta.